Diferenças
Despedi-me há bem pouco tempo de alguém. Não definitivamente, mas igualmente de forma sentida.
Pergunto-me muitas vezes como é que duas pessoas que gostam uma da outra, podem ser tão diferentes. Podemos rotular, catalogar, apelidar as diferenças, é o nosso modo (mais ou menos correcto, não importa) de distingui-las. Mas suplantá-las em nome de um qualquer sentimento de união, não é tarefa fácil. Conviver com a nossa forma de ser e encaixá-la noutra que é precisamente o oposto, é obra!
O distanciamento muitas vezes agrava essas diferenças. Parecem ainda mais salientes com a passagem do tempo, mais incontornáveis, mas os sentimentos e as partilhas existentes não se apagam. Mais difícil ainda é conseguir respeitar essas diferenças. E no dia em que, por não nos encontrarmos, por estarmos em pólos tão opostos nos desrespeitamos, tudo abala. Tentar moldar uma pessoa à nossa semelhança é tirar-lhe a verdadeira essência. E os resultados mais comuns dessa tentativa são as rupturas.
Prefiro o afastamento, a achar que posso estar a tentar que uma outra pessoa seja aquilo que não é, para poder acompanhar-me, e partilhar coisas que não são de agrado mútuo e vice-versa. Mas a amizade é feita de partilha e de convívio, não só de vivências que já passaram e, quando estes dois se extinguem, onde será que fica o ponto de união? Apanhar o fio à meada é complicado quando esse “Caro Tempo” vai passando e vai mudando ainda mais, tudo aquilo que já conhecíamos...
Mas eu gosto das diferenças. As comparações são uma inevitabilidade, e por mais que, por vezes, não encontremos semelhanças daquilo que vemos, em nós próprios, isso não nos impede de gostar de alguém.
E no meu pequeno microcosmos eu tenho uma amostrazinha do mundo, e se o mundo é, pelo menos, aos meus olhos, um lugar onde deve haver espaço para todos, esse “todos” não será senão a essência da diversidade que o faz girar e evoluir??
À Susy.
Pergunto-me muitas vezes como é que duas pessoas que gostam uma da outra, podem ser tão diferentes. Podemos rotular, catalogar, apelidar as diferenças, é o nosso modo (mais ou menos correcto, não importa) de distingui-las. Mas suplantá-las em nome de um qualquer sentimento de união, não é tarefa fácil. Conviver com a nossa forma de ser e encaixá-la noutra que é precisamente o oposto, é obra!
O distanciamento muitas vezes agrava essas diferenças. Parecem ainda mais salientes com a passagem do tempo, mais incontornáveis, mas os sentimentos e as partilhas existentes não se apagam. Mais difícil ainda é conseguir respeitar essas diferenças. E no dia em que, por não nos encontrarmos, por estarmos em pólos tão opostos nos desrespeitamos, tudo abala. Tentar moldar uma pessoa à nossa semelhança é tirar-lhe a verdadeira essência. E os resultados mais comuns dessa tentativa são as rupturas.
Prefiro o afastamento, a achar que posso estar a tentar que uma outra pessoa seja aquilo que não é, para poder acompanhar-me, e partilhar coisas que não são de agrado mútuo e vice-versa. Mas a amizade é feita de partilha e de convívio, não só de vivências que já passaram e, quando estes dois se extinguem, onde será que fica o ponto de união? Apanhar o fio à meada é complicado quando esse “Caro Tempo” vai passando e vai mudando ainda mais, tudo aquilo que já conhecíamos...
Mas eu gosto das diferenças. As comparações são uma inevitabilidade, e por mais que, por vezes, não encontremos semelhanças daquilo que vemos, em nós próprios, isso não nos impede de gostar de alguém.
E no meu pequeno microcosmos eu tenho uma amostrazinha do mundo, e se o mundo é, pelo menos, aos meus olhos, um lugar onde deve haver espaço para todos, esse “todos” não será senão a essência da diversidade que o faz girar e evoluir??
À Susy.
